Festas e Romarias

Festival das Sopas

sopasTortosendo

O Festival das Sopas do Tortosendo é um festival que se realiza todos os anos, habitualmente em Setembro, tendo sido realizado pela primeira vez no ano de 2005.
Para a Junta de Freguesia, entidade organizadora, o alargamento da participação a pessoas de outras freguesias para apresentarem também as suas sopas “é sinal que o evento tem já uma forte dimensão e ganha expressão no concelho”.
Para além de ser uma iniciativa que junta colectividades, instituições públicas, restaurantes e particulares que querem mostrar o seu talento na cozinha, o festival, promovido desde 2005, “pretende ser também um espaço da divulgação secular da sopa”, sublinha a organização.

Mercado semanal

feira

Todos os Sábados se realiza nesta vila um mercado semanal, num moderno e funcional edifício construído para o efeito. Das Feiras anuais a maior e mais conhecida é a Feira de S. Miguel, uma Instituição da Vila e uma das maiores da região, sendo organizada uma réplica a esta feira em Lisboa. Outras se realizam:
Último Domingo de Janeiro Feira de S. Martinho Terceiro Domingo Maio Feira de S. Gregório 29 de Junho Feira de S. Pedro 29 de Setembro Feira de S. Miguel

Feira de S.Miguel

feirasmiguel

O Parque S. Miguel recebe mais uma edição da Feira de S. Miguel. Ignora-se o ano da origem da Feira S. Miguel. A ela se referem vários documentos do séc. XVIII e ainda um outro anterior. A feira realiza-se no dia 29 de Setembro. Reza a oralidade popular que a Feira se realizava na cidade da Covilhã e, foi transferida para o Tortosendo em virtude ter havido uma grande escaramuça o que levou o Rei D. Diniz a transferi-la para uma légua de distância e foi assim que a Feira veio ficar no Tortosendo.
Nesta Feira comercializava-se de tudo o que a terra dava na época: cebolas, alhos, nozes… a par, os agricultores e outros compravam vestimentas, calçado e ferramentas. A nível gastronómico a sardinha assada colocada numa fatia de broa ou triga milha marca a tradição. Mas outras havia… como os feirantes assentavam arraiais de véspera, no dia 28 de Setembro viam-se mulheres à beira da estrada a vender café negro feito em panelas de ferro para manter os feirantes acordados e a vender tigelas de sopa para aconchegar o estômago A sopa era feita também em panelas de ferro às quais se ia acrescentando água que era para a coisa durar e servida em tigelas de barro.

A Festa em Quinta-Feira da Ascensão

festaQUINTA

A festa de Nossa Senhora dos Remédios é uma festa secular que se realiza anualmente, no domingo anterior à Ascensão. Ontem, como hoje os Tortosendenses continuam a ser ardorosos devotos de Nossa Senhora dos Remédios, acorrendo em grande número à sua festa que se realiza, anualmente, no domingo anterior à Ascensão, na ermida situada num local bem aprazível e de onde se pode disfrutar um dos mais belos panoramas da região. Mas muitos são ainda aqueles que lembram, com saudade, o tempo em que a Festa de Nossa Senhora dos Remédios se realizava em quinta-feira da Ascensão, juntando a essa saudade uma certa mágoa pelo facto da festa ter mudado de dia, ainda antes da Ascensão ter deixado de ser dia santo de guarda, não encontrando, assim, justificação aceitável.
Todavia, a celebração da Festa nesta data era uma situação excepcionalíssima no país, não era um direito adquirido pelos tortosendenses, já que um dia destinado no calendário litúrgico cristão a uma celebração tão importante como a subida de Cristo ao Céu, para se encontrar novamente com o Pai, não deveria ser partilhada com qualquer outra “para que não perdesse de forma alguma o seu brilho”. Assim sendo, todos os anos algum tempo antes da Festa, ia o Prior de então, reverendo Padre Ardérius, com elementos da comissão das Festas, pedir uma autorização especial ao Senhor Bispo da Guarda, “com o argumento de que era tradição a realização da festa nesse dia” e, ano a ano, acedia o digníssimo Prelado, correspondendo, desta forma, ao desejo do povo do Tortosendo.
Mas num determinado ano o senhor Prior, invocando “que a lei deveria ser cumprida e que em algum ano havia que começar”, resolveu não ir à Guarda e decidiu que a festa passasse para o domingo seguinte. Não aceitou bem a Comissão de Festas tal decisão e demitiu-se, não obstando, no entanto, a que a mesma se celebrasse, por iniciativa do Pároco. Estranhou o povo tal mudança e estranhou, mais ainda, o facto de, contrariamente ao que sempre acontecera, os campos e pinhais à volta da Capela estarem vedados, argumentando os proprietários que “era dos usos e costumes da região que as sementeiras se iniciassem logo após a Ascensão”, pelo que os trabalhos já haviam sido iniciados, nesse ano. Facilmente esta dificuldade foi ultrapassada nos anos seguintes, pois passou, então, a Festa a ocorrer, no domingo anterior à Ascensão, para que os romeiros pudessem merendar livremente nos campos e pinhais circundantes.

A Festa da Nossa Senhora

festaNossaSenhora

Para dar “mais pompa e luzimento” à Festa de Nossa Senhora dos Remédios constituiu-se, cerca de 1940, uma Comissão que se compunha de um Juiz, um Tesoureiro, Gerentes e outros colaboradores e durante váris anos não sofreu grandes alterações. Tinha a comissão a seu cargo, toda a organização da Festa e ainda um trabalho muito cuidadoso, o da “actualização automática do Caderno dos Mordomos e Mordomas de Nossa Senhora”: havia a preocupação de inscrever imediatamente as crianças que nasciam ou aquelas outras pessoas que vinham de novo para o Tortosendo, sendo assim nomeados mordomos ou mordomas, chegando-se a 231 e 188 respectivamente, num total de 419, número bastante representativo. Entretanto já perto da Festa, a Comissão enviava-lhes uma carta-circular, apelando à sua generosidade, de modo a angariar mais fundos.
Alguns dias antes, era Nossa Senhora trazida da sua ermida, sem procissão, até à Igreja Paroquial, onde o andor era então, enfeitado com flores artificiais, sedas e cetins nas cores branca e azul, os quais haviam sido cuidadosamente guardados de um ano para outro. E era imediatamente a seguir à celebração da Missa da Hora que se dava início à única Procissão, com as imagens de Nossa Senhora e de S. José. Abriam-na dois altos e pesados estandartes, um de Nossa Senhora dos Remédios e outro do Santíssimo, cada um deles levado por um homem bem possante, codjuvado por mais dois companheiros que, segurando em cordas que pendiam lateralmente, os ajudavam a equilibrar, todos eles envergando as opas pertencentes à Comissão, que ficavam ao longo do ano à guarda do Juiz.
Os Anjos espalhavam-se pela Procissão, mas sempre à frente da Nossa Senhora. Atrás deste andor seguiam pessoas com suas ofertas de: galinhas, coelhos, pombos, pães-de-ló que “eram dadas pelas pessoas que viviam bem e por todas as que faziam promessas por doenças, quando os filhos iam para a tropa ou por qualquer afronta”. Também já se cumpriam promessas indo descalço ou levando velas da altura respectiva. “A procissão do dia era assim imponente”. Na Capela havia missa cantada com três padres e sermão, e fazia-se a leitura dos nomes dos mordomos e mordomas.
Somente em plena 2ª Guerra, e com a intenção muito especial de se pedir pela paz, é que se resolveu fazer uma Procissão das Velas, à noite, na véspera da festa, tendo vindo Nossa Senhora em procissão o que aconteceu pela primeira vez, mas veio afinal a tornar-se na expressão máxima da devoção a Nossa Senhora. Nessa ocasião, e pela primeira vez, “o andor foi enfeitado com flores naturais (exclusivamente novelos)” que se pediram em várias casas. Nesta Procissão as senhoras vinham em duas filas, com velas e terminava com o andor de Nossa Senhora e os homens, em grande número, seguiam atrás cantando.